Goiás registra salto de 62,3% nas exportações em março de 2026 e atinge superávit de US$ 758 milhões
Com agronegócio liderando vendas externas e China como principal destino, estado consolida avanço no comércio exterior e amplia presença global
Imagem gerada por IA O comércio exterior de Goiás apresentou forte crescimento em março de 2026, com alta de 62,3% nas exportações em relação ao mês anterior, totalizando US$ 1,164 bilhão. No mesmo período, as importações chegaram a US$ 405 milhões, resultando em um superávit de US$ 758 milhões na balança comercial do estado. No acumulado do ano, Goiás mantém desempenho positivo, com US$ 2,641 bilhões em exportações e saldo comercial de US$ 1,327 bilhão.
Segundo o secretário-geral de Governo, Gean Carlo Carvalho, os resultados reforçam a consolidação da economia goiana no mercado internacional. Ele destaca que o estado vem ampliando sua presença externa com base em uma estrutura produtiva diversificada e cada vez mais integrada às cadeias globais.
Na mesma linha, o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, avalia que o desempenho reflete a força das políticas públicas e a atuação do setor produtivo. Para ele, o resultado expressivo, que ultrapassa US$ 1 bilhão em exportações em um único mês, demonstra resiliência diante das oscilações do mercado e competitividade crescente da economia estadual.
O agronegócio segue como principal motor das exportações goianas, respondendo por 82,7% do total, equivalente a US$ 962,7 milhões. O complexo soja lidera a pauta exportadora com 61%, seguido pelo setor de carnes, com 19,1%, e pelos minérios, com 11,8%. Juntos, esses segmentos concentram 91,8% das vendas externas do estado. Um dos destaques do período foi o crescimento de 711,4% nas exportações de álcool etílico em relação ao ano anterior.
A China permanece como principal destino dos produtos goianos, com 51,3% das exportações. Em seguida aparecem Estados Unidos, com 6,8%, e Canadá, com 4%. Também se observa maior diversificação de mercados, com avanço das vendas para países como Vietnã e Paquistão.
No recorte municipal, Rio Verde lidera as exportações com 36,1% do total, seguido por Jataí (12,1%) e Itumbiara (6,3%), reforçando o protagonismo do interior na economia exportadora do estado.
Nas importações, que somaram US$ 405 milhões, predominam produtos de maior intensidade tecnológica, como farmacêuticos (35,5%), veículos e autopeças (16,9%) e máquinas industriais (12,7%). Anápolis concentra 52% das compras externas, consolidando-se como principal polo logístico e industrial de Goiás.
Para o diretor-executivo do Instituto Mauro Borges, Erik Figueiredo, os indicadores confirmam a competitividade do estado, marcada pela força do agronegócio e pela inserção crescente nas cadeias globais, com manutenção de resultados positivos na balança comercial.




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